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24 de junho, 2005 - 12h20 GMT (09h20 Brasília)

Comissão mantém moratória de caça a baleias

O encontro anual da Comissão Internacional Baleeira (CIB) foi encerrado nesta sexta-feira na Coréia do Sul sem o fim da moratória, defendida por países como o Japão e a Noruega, que proíbe a caça de baleias para fins comerciais. A moratória está em vigor há 19 anos.

Mas uma brecha nas regras da convenção, que não controla a caça de baleias para fins de pesquisa, fará com que esses países possam, segundo estimativas, matar um número recorde de baleias em 2006: 2,5 mil.

Apesar da derrota relacionada à moratória, o Japão se disse satisfeito com o resultado da conferência, afirmando que conseguiu mais apoio entre os 66 países que fazem parte da comissão – o que pode, segundo representantes japoneses, reverter o quadro no futuro.

O fato de o país caçar baleias alegando finalidades científicas foi criticado por ambientalistas que acham a idéia apenas um pretexto para comercializar a carne.

"Nós estamos felizes com o resultado e pretendemos levar adiante a proposta (de fim de moratória) buscando mais apoio", disse Joji Morishita, líder da delegação do Japão.

Apesar da frustração pela ausência de acordos, os ambientalistas também disseram-se satisfeitos por terem conseguido neutralizar uma tentativa de "tomada de poder hostil" por parte do Japão durante o encontro.

"Conseguimos continuar com a nossa maioria, que apóia a moratória", disse Chris Carter, ministro da Conservação da Nova Zelândia.

Novas regras

Durante a conferência, no entanto, houve um apoio praticamente generalizado para a realização de uma revisão da convenção internacional em vigor.

O que todos os lados envolvidos aparentemente concordam é que a convenção baleeira precisa de mudanças.

"As leis são antigas e ficaram complicadas de cumprir na maioria dos países. É importante que tenhamos um controle moral e sanções", afirmou Giuseppe Raphorst.