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23 de março, 2005 - 17h39 GMT (14h39 Brasília)

Usuários de e-mail sustentam indústria de spams, diz estudo

O "mau comportamento" de usuários de e-mail está ajudando a sustentar a indústria de spams, de acordo com uma nova pesquisa.

Quase um terço dos usuários de e-mail já clicou em links enviados em mensagens de spam, segundo pesquisa realizada conjuntamente pela empresa de segurança informática Mirapoint e a companhia de pesquisa de mercado Radicati Group.

Um em cada dez usuários chegou, inclusive, a tentar comprar os produtos anunciados.

Clicar em links enviados em uma mensagem de spam pode expor o computador do usuário aos vírus e alertar quem envia os spams de que a conta de e-mail está ativa.

Criminosos

O grande número de pessoas que estão comprando os produtos anunciados continua tornando os spams um negócio atraente, dado o baixo custo de envio dos e-mails.

As conclusões iniciais da pesquisa “explicam por que as ameaças disseminadas por e-mail, como spam, vírus e fraudes do tipo phishing continuam a proliferar”, disse Marcel Nienhaus, analista de mercado do Radicati Group.

Os produtos anunciados em spams costumam variando freqüentemente, seguindo os modismos da vez.

E-mails oferecendo detalhes de mulheres buscando sexo casual aumentaram bastante recentemente, mas, ao invés de companhia, os usuários são redirecionados para sites pornôs e correm o risco de baixar softwares-espiões nas suas máquinas.

A empresa de segurança informática Clearswift constatou um aumento de 180% em spams relacionados com sexo apenas no mês passado.

Os spams costumam digitar propositalmente errado as palavras-chave ou usar números para tentar furar a barreira dos filtros anti-spam.

“As pessoas devem resistir ao impulso de comprar produtos de spams. Quem os envia são criminosos, pura e simplesmente”, diz Graham Cluley, da empresa de segurança de informática Sophos.