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07 de fevereiro, 2005 - 21h29 GMT (19h29 Brasília)

Nasa planeja desativar o telescópio Hubble

A Nasa anunciou que entre seus principais cortes no orçamento de 2006 estarão a interrupção da manutenção do supertelescópio espacial Hubble e o cancelamento de uma missão de exploração das luas de Júpiter.

Os planos, que prevêem um aumento de 2,4% no orçamento, em relação ao ano de 2005, foram anunciados nesta segunda-feira e devem garantir à Nasa US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 43 bilhões).

No entanto, apenas US$ 93 milhões (R$ 243 milhões) deste montante devem ser dirigidos ao Hubble. Desses, cerca de US$ 75 milhões seriam usados para trazer o telescópio de volta à Terra.

"O Hubble é uma nave espacial à beira da morte", afirmou o funcionário da Nasa Steve Isakowitz, durante o anúncio do novo orçamento.

"Decidimos que os riscos associados à manutenção do Hubble no momento não justificam ser continuados."

Na prática, a decisão significa que a Nasa não vai enviar uma missão robotizada para fazer a manutenção que poderia prolongar a vida útil do supertelescópio.

'Vários anos'

A decisão deve revoltar os defensores do supertelescópio, que acreditam que o Hubble ainda poderia ter vários anos de serviço pela frente, desde que a manutenção continue a ser feita.

Para eles, a única esperança agora é o Congresso americano, que ainda tem que aprovar o orçamento, e pode insistir que a Nasa mantenha o Hubble em atividade.

Outro perdedor, segundo o novo orçamento da Nasa, é a missão Luas Geladas de Júpiter (Jimo, na sigla em inglês), que seria lançada em 2015 como um protótipo do Projeto Prometeu de propulsão a energia nuclear.

O Jimo custaria vários bilhões de dólares e previa que uma nave entrasse na órbita de Júpiter e das suas luas, possivelmente lançando, então, veículos-robô para explorar as superfícies.

A Nasa agora afirma que o projeto é ambicioso demais para um protótipo e está em busca de uma alternativa para demonstrar a viabilidade do Prometeu.