05 de fevereiro, 2005 - 05h55 GMT (03h55 Brasília)
Mulheres com implantes nos seios têm maior risco de sofrer uma infecção pós-operatória, revela um estudo mundial feito com dez mil pessoas.
O risco de infecção aumenta 2,5%, de acordo com o estudo feito pela Universidade de Genebra e publicado no jornal científico Lancet.
Para pacientes de câncer que precisam ter os seios reconstruídos, o risco chegaria a ser dez vezes maior.
A maioria das infecções ocorre logo após a cirurgia, mas também há casos em que os problemas aparececem meses ou até anos depois.
Em geral, o material implantado precisa ser removido por causa da infecção.
Esterilização
O estudo sugere ainda que as infecções costumam acontecer por causa de implantes contaminados ou pela má esterilização da pele da paciente ou do ambiente cirúrgico.
O aumento dos seios é uma das cirurgias plásticas mais comuns entre mulheres. Apenas na Grã-Bretanha, 3,7 mil se submeteram a uma operação desse tipo no ano passado.
"As pessoas devem estar cientes de que, assim como ocorre em outros procedimentos invasivos envolvendo o implante de material artificial, implantes de seios podem causar complicações como infecções", disse uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Brigitte Pittet.
Pittet ressalta, porém, que o risco diminiu quando a paciente está "em boas mãos".
A taxa de 2,5% é considerada alta pela comunidade médica. O porta-voz da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, Nicholas Parkhouse, disse que a taxa no país está abaixo de 1%.
"Se fosse 2,5%, nós estaríamos fora do mercado."
Segundo Parkhouse, os pacientes devem perguntar aos cirurgiões com os quais pretendem se operar qual é a sua taxa de infecção.