22 de janeiro, 2005 - 12h06 GMT (10h06 Brasília)
Em testes com ratos, cientistas reverteram o dano causado ao cérebro pelo mal de Alzheimer.
A equipe de pesquisadores americanos usou um anti-corpo para remover depósitos potencialmente danosos da área do cérebro responsável pela memória e pelo conhecimento.
O tratamento reverteu o dano a células nervosas em poucos dias, disseram os pesquisadores da escola de medicina da Universidade de Washington.
Antes de o estudo ser feito, acreditava-se que era impossível reparar o dano.
Mais pesquisas
"Achamos que limpar as placas (os depósitos) interromperia a progressão dos danos", disse Robert Brendza, que chefiou a equipe de pesquisadores.
"Mas o que vimos foi muito mais impressionante. Em apenas três dias, houve de 20% a 25% de redução no número de inchaços", explicou.
Ele disse que ainda é necessário mais pesquisa para saber se os efeitos podem ser repetidos em seres humanos com desordem degenerativa no cérebro, para a qual não há cura.
Estima-se que de 2% a 5% das pessoas com mais de 65 anos e até 20% das que tem mais de 85 anos sofram do mal de Alzheimer.
Ainda não se sabe a causa da doença, embora pessoas com Alzheimer tenham um nível maior da glicoproteína abeta, que poderia ser a responsável pelos danos a células nervosas.
Ratos que tinham níveis maiores de abeta receberam anti-corpos. A equipe monitorou a melhora em poucos dias.