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12 de julho, 2004 - 18h44 GMT (15h44 Brasília)

Explorer já perde mercado por falhas, diz consultoria

Falhas de segurança no navegador da internet da Microsoft estão levando os internautas a procurarem outras alternativas de browsers ao Explorer, segundo apontou uma pesquisa realizada pela consultoria americana WebSideStory.

De acordo com o levantamento, o número de pessoas usando o Internet Explorer caiu 1% nas últimas quatro semanas.

Com isso, outros navegadores acabaram registrando um crescimento substancial. Segundo o WebSideStory, a participação do Mozilla e do Netscape aumentou de 3,21% em junho para 4,05% em julho.

O Mozilla afirmou que os downloads de seu navegador Firefox chegaram a 200 mil por dia.

Nove em dez pessoas ainda usam o navegador da Microsoft. A queda, portanto, não tem grande impacto para o domínio da empresa no mercado.

Mas os dados sugerem que os internautas estão seguindo o conselho dos especialistas de tentar usar outros navegadores.

Concorrência

O browser da Microsoft é o alvo favorito dos hackers por causa de seu uso extensivo no mercado. Daí a freqüência com que a gigante do software lança updates para fechar brechas de segurança em seu sistema.

No mês passado, os usuários da internet foram avisados para evitar o uso do Internet Explorer porque foram detectadas brechas que poderiam permitir que hackers controlassem o computador.

As agências de monitoramento dos Estados Unidos chegaram a divulgar alertas sobre as falhas do Internet Explorer.

Mas nem o Mozilla está livre de ataques e, na semana passada, a empresa emitiu um selo de segurança para fechar um ponto de vulnerabilidade em seu browser.

Garantia

A Microsoft disse que não há razão para que os internautas mudem de navegador.

"A Microsoft está trabalhando, agressivamente, a fim de fornecer uma correção extensiva para todas as versões do Explorer", disse um representante da empresa à BBC.

"Não achamos que trocar para um browser alternativo e desistir da funcionalidade e compatibilidade do Explorer seja garantido."

A gigante do software ainda domina a internet, controlando mais de 94% do mercado de browsers, segundo dados da WebSideStory.