19 de maio, 2004 - 17h20 GMT (14h20 Brasília)
A Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia, suspendeu uma moratória de seis anos e aprovou a venda de milho geneticamente modificado.
A decisão chegou à Comissão Européia depois que os governos dos países que fazem parte da UE não chegaram a um acordo sobre a suspensão da proibição.
A União Européia vinha sofrendo forte pressão dos Estados Unidos, os campeões da agricultura transgênica, para acabar com a proibição.
Ativistas e políticos que fazem campanha contra os alimentos transgênicos dizem que a decisão foi tomada sem qualquer conhecimento científico e que não ia receber apoio da população européia.
"A Comissão Européia deveria representar os interesses dos cidadãos europeus e do meio-ambiente, mas escolheu nesse caso defender os fazendeiros americanos e interesses do mercado de agronegócios", disse Eric Gall, do Greenpeace.
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Mas David Byrne, responsável na UE pela qualidade dos alimentos, disse que o milho geneticamente modificado foi avaliado cientificamente e que tem qualidade equivalente à de qualquer outro milho.
"A qualidade do alimento não é um problema, é uma questão de escolha do consumidor", disse ele. "A Comissão está agindo de acordo com a legislação."
Em abril, França, Portugal, Áustria, Luxemburgo, Grécia e Dinamarca continuaram a favor da proibição. Espanha, Bélgica e Alemanha se abstiveram, mas Itália, Reino Unido, Holanda, Irlanda, Suécia e Finlândia votaram a favor da liberação.
A decisão será válida para todos os 25 países da União Européia durante dez anos e permite que empresas vendam o milho geneticamente modificado em latas e rotulado como um produto transgênico.
A produção dos alimentos continua ilegal. Ainda há outros 30 produtos esperando aprovação para serem vendidos nos países da UE.