13 de maio, 2004 - 09h33 GMT (06h33 Brasília)
Uma mulher que comer peixe nos últimos meses de gestação terá menor probabilidade de ter um bebê pequeno, sugere uma pesquisa da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha.
O nascimento de bebês com menor peso é associado a um maior risco de problemas de saúde, tais como doenças cardíacas e diabete.
A pesquisa, que envolveu quase 12 mil mulheres, foi publicada no Journal of Epidemiology and Community Health.
Os pesquisadores pediram às mulheres que anotassem qual a quantidade de peixe que consumiam em 32 semanas de gravidez.
A partir daí, era calculado a sua ingestão de ácidos gordurosos conhecidos como ômega-3 contidos em peixes. Acredita-se que esses ácidos tenham um efeito benéfico à saúde.
Em média, as mulheres comiam o equivalente a um terço de uma lata pequena de atum por dia - o equivalente a 0,15 gramas de ácidos ômega-3.
Mas uma dieta rica em peixe parece estimular o ritmo de crescimento do feto durante a gravidez.
Embora essa associação não seja tão forte quando outros fatores - tais como o hábito de fumar - são levados em conta, ela ainda é significativa.
Crescimento fetal restrito normalmente acontece em uma em cada dez gestações, mas em mulheres que não consomem peixe, essa estatística muda para uma em cada oito (13%).
Pressão alta
A chefe do estudo, Imogen Rogers, disse que bebês que são muito pequenos ao nascerem podem ter maior risco de pressão alta e outros problemas na meia idade.
"Este trabalho traz mais evidências de que peixe é uma parte importante da dieta humana e reforça a recomendação de que mulheres grávidas deveriam incluir pelo menos duas porções de peixe por semana em suas refeições", disse ela.
E Rogers recomenda que isso inclua peixes oleosos.
Roberts disse que é possível que ácidos ômega-3 ajudem a estimular o crescimento ao tornar o sangue menos viscoso e aumentar sua circulação pela placenta, aumentando assim a quantidade de nutrientes que um feto recebe de sua mãe.
Os pesquisadores dizem que testes com suplementos de óleo de peixe sugerem que eles prolongam a gestação mas não estimulam o crescimento do feto - o oposto de sua pesquisa.
Mas suplementos tendem a conter níveis mais altos de ácidos ômega-3 do que encontrados em uma dieta convencional.
A equipe da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, não encontrou evidências de que uma dieta à base de peixe aumenta a duração da gestação.