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Proteína intestinal absorve colesterol, diz estudo

Cientistas do Instituto de Pesquisa Schering-Plough descobriram uma proteína que ajuda o organismo a absorver o colesterol.

Em um estudo publicado pela revista Science, o grupo identificou a proteína NPC1L1, presente nas células do intestino, como a responsável pela passagem do colesterol para a corrente sanguínea.

A descoberta ajuda a esclarecer o funcionamento dos medicamentos contra o colesterol e serve de base para que drogas mais eficazes sejam desenvolvidas no futuro.

As experiências que levaram à descoberta foram feitas em camundongos geneticamente modificados, que não tinham a proteína NPC1L1 no organismo.

Os resultados dos testes com esse grupo de cobaias foi comparado aos resultados de testes feitos com camundongos normais, que tinham a proteína.

Inicialmente, os cientistas verificaram que a taxa média de absorção de colesterol pelos camundongos geneticamente modificados, ou seja, sem a proteína, foi 70% menor do que a taxa verificada no grupo de camundongos normais.

Isso indicou que a ausência da proteína, nos camundongos geneticamente modificados, reduziu a absorção.

Posteriormente, os dois grupos receberam um remédio para redução de colesterol. Sob o medicamento, os dois grupos tiveram taxas de absorção semelhantes.

O cientistas concluíram que os remédios comprometem o efeito da proteína, impedindo que parte do colesterol seja absorvida pelo sangue.

Segundo a equipe, liderada pelo médico Michael Graziano, outras proteínas também podem ter um papel nesse processo de absorção.

Até então, cientistas ainda não haviam sido capazes de explicar o funcionamento dos medicamentos contra o colesterol.

Cerca de 46% dos ataques do coração em pessoas com menos de 75 anos são causados por altos níveis de colesterol, um problema provocado, principalmente, por uma dieta rica em gordura.