http://www.bbcbrasil.com

Viúva nega que doutor Atkins estivesse obeso ao morrer

A viúva de Robert Atkins condenou duramente a publicação de um relatório que afirma que o guru dos regimes estava obeso ao morrer.

Veronica Atkins acusou "pessoas desonestas" de tentar "não apenas desacreditar o meu marido, como lucrar com a sua morte".

Atkins morreu aos 72 anos em abril do ano passado, após escorregar numa calçada congelada em Nova York e bater a cabeça.

Um relatório médico revelado ao diário The Wall Street Journal afirma que ele pesava 116 kg ao morrer.

Obeso

Como a sua altura era de 1,80m, isso o qualificaria como obeso, de acordo com os padrões médicos dos Estados Unidos.

Num comunicado publicado na página de Atkins na internet, a sua viúva afirmou que a dieta do médico não causou a ele problemas de saúde.

"O doutor Atkins desenvolveu uma doença chamada cardiomiopatia cerca de três anos antes de sua morte. Embora isso tenha debilitado significativamente o seu coração, a sua causa (de morte) estava claramente ligada a uma infecção e não à sua dieta", afirmou Veronica.

Ela negou relatos de que seu ex-marido tivesse sofrido um ataque cardíaco.

A polêmica dieta do doutor Atkins recomenda alta quantidade de proteínas e poucos carboidratos.

Muitas celebridades adotaram a famosa dieta e perderam peso com ela.

Mas a Fundação Britânica do Coração alertou contra o regime de Atkins.

"Há forte evidências de que dietas ricas em gordura saturada favorecem várias doenças do coração e arteriais. As dietas precisam ser variadas para evitar esses males – e esta (de Atkins) não é", disse a fundação num comunicado.

Perigo potencial

A reportagem do The Wall Street Journal é feita com base num relatório médico confidencial de um dos examinadores do corpo de Atkins após suas morte.

O documento afirma que, antes de morrer, ele teve um ataque cardíaco e hipertensão.

Atkins fez seu nome no início dos anos 1970 com o livro Dr. Atkins Revolution (A revolução do dr. Atkins).

A Associação Médica Americana fez advertência à época, afirmando que a dieta era "potencialmente perigosa" e "bioquimicamente incorreta".

Apesar da polêmica, milhões de exemplares do livro foram vendidos em todo o mundo. A dieta ganhou novo impulso na década de 1990, com uma nova edição do livro.