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Emissoras se unem à ONU em esforço contra a Aids

Mais de 20 empresas de telecomunicação do mundo, entre elas a TV Globo Internacional, concordaram nesta quinta-feira em se unir à ONU (Organização das Nações Unidas) em uma campanha de esclarecimento sobre a Aids.

O secretário-geral da organização, Kofi Annan, pediu aos representantes das empresas, reunidos com ele na sede da ONU em Nova York, que considerem a luta contra a Aids em uma prioridade.

Annan também solicitou aos representantes que zelem para que a questão da doença não seja esquecida e abordem temas relacionados à Aids em seus programas.

Além da Globo Internacional, concordaram em unir esforços com a ONU a BBC e empresas de telecomunicação na África do Sul, na Índia, na China, no Japão e em outros países.

Vacinação "inútil"

Ainda nesta quinta-feira, pesquisadores de algumas das principais universidades dos Estados Unidos criticaram a realização do maior teste já realizado com uma vacina para a Aids, considerando-o uma perda de tempo.

Os testes envolvendo 16 mil pessoas, iniciados no ano passado na Tailândia, devem durar cinco anos e têm um custo de US$ 119 milhões.

A vacina é feita com uma variedade de vírus inofensiva encontrada em pássaros e uma proteína encontrada no vírus da Aids, a gp120.

O vírus de pássaro é usado para carregar genes do HIV para dentro do corpo do paciente. A idéia é que o sistema imunológico da pessoa, ao entrar em contato com esses elementos do vírus da Aids, crie condições de derrotá-lo.

Mas os especialistas em Aids das universidade de Harvard, da Califórnia e de outras instituições disseram não haver "informações convincentes" de que a vacina vai funcionar.

"Foi provado em testes (...) nos Estados Unidos e na Tailândia que o componente gp120 é completamente incapaz de prevenir ou aliviar a infecção pelo HIV-1", disseram os cientistas numa mensagem.