Médicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) vasculharam um restaurante na China para descobrir se uma garçonete com suspeita de estar com Sars, a pneumonia atípica, pode ter contraído a doença no local.
A OMS está investigando o caso da garçonete de 20 anos de idade, da cidade de Guangzhou, no sul da China.
O porta-voz da OMS, Roy Wadia, disse à agência Reuters que o restaurante serve gatos-de-algália, um animal silvestre tido como a origem do vírus da Sars.
Os médicos fizeram um apelo para que as autoridades chinesas enviem amostras de sangue da garçonete para análises na capital Pequim e em laboratórios da OMS.
A paciente continua internada mas não teve febre por mais de uma semana e seu estado de saúde é considerado estável.
Epidemia
Caso seja confirmado, esse será o segundo caso de Sars no país desde que a doença foi declarada controlada em julho do ano passado.
O paciente que foi confirmado com Sars já se recuperou e deixou o hospital na quinta-feira.
Mas o caso aumentou o temor da volta da epidemia, que infectou mais de oito mil pessoas em todo mundo e matou cerca de 800.
Milhares de gatos-de-algália estão sendo sacrificados para tentar evitar um novo surto da doença. Espera-se que cerca de 10 mil animais sejam mortos por afogamento, choques ou incineração.
Outros animais selvagens servidos em restaurantes chineses, além de ratos, baratas, moscas e mosquitos também estão sendo sacrificados.
Em Guangzhou, capital da província de Guangdong, onde a doença surgiu, há cartazes pedindo para que a população cuide melhor de sua higiene.