Uma equipe de cientistas advertiu que o aquecimento global poderá levar à extinção de 25% das espécies existentes de plantas e animais ainda neste século.
Os pesquisadores, que publicaram suas conclusões na revista Nature, dizem que até um milhão de espécies podem desaparecer até 2050, à medida em que o meio onde vivem se torne inabitável por causa do efeito estufa.
Os esforços destas espécies para encontrar novos habitats serão limitados pelo desenvolvimento humano e outros fatores.
Entre as espécies em perigo está uma espécie de árvore brasileira encontrada no cerrado, a ucuúba (Virola sebifera), e a flor-símbolo da África do Sul (Protea cynaroides).
Biodiversidade
Os autores do estudo Risco de Extinção por Mudanças Climáticas analisaram seis regiões ricas em biodiversidade, representando 20% da área do planeta.
Para o estudo foram utilizados modelos de computador que simularam como uma gama de 1.103 espécies – plantas, mamíferos, aves, répteis, sapos, borboletas e outros invertebrados – deverão se comportar em resposta às mudanças na temperatura.
Os cientistas consideraram três possibilidades diferentes de mudança climática - mínima, média e máxima - usando os cenários com base em informações do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas.
Eles também verificaram se animais e plantas podiam se tranferir para novas áreas.
A conclusão foi que de 15% a 37% de todas as espécies nas regiões estudadas poderiam ser extintas pelas mudanças climáticas até 2050.
No caso da Virola, o estudo prevê que a expécie esteja completamente extinta dentro de 46 anos.
Para outras espécies - como a de um pássaro hoje só encontrado na Escócia, o cruza-bico-escocês (Loxia scotica) - a única esperança de sobrevivência é a imigração para outros lugares.