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EUA anunciam 1º caso suspeito de mal da vaca louca

A Secretaria de Agricultura dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira que está sendo investigado um caso suspeito de mal da Vaca Louca, registrado no noroeste do país.

De acordo com a secretária Ann Veneman, testes preliminaram indicaram que uma única vaca, no Estado de Washington, pode ter contraído a doença.

Essa é a primeira vez que um caso suspeito do mal da vaca louca é identificado nos Estados Unidos.

Um caso da doença no Canadá em maio levou importadores a proibir a entrada, em seus países, da carne produzida no país.

Medidas preventivas

Ann Veneman disse o teste inicial com a vaca suspeita, que já morreu, foi realizado em nove de dezembro, e que novos exames são necessários para confirmar a doença.

A fazenda onde a vaca foi encontrada foi colocada em quarentena.

Segundo a secretária, medidas vêm sendo tomadas desde 1990 para evitar que a doença se espalhe pelos Estados Unidos, como ocorreu com a Grã-Bretanha nos anos 90.

"Mesmo que o risco à saúde humana seja mínimo, nós vamos tomar as medidas apropriadas e agir com muita cautela", afirmou a secretária.

Ela também disse que a secretaria está trabalhando com o Departamento de Segurança Nacional do país para tranqüilizar os americanos que temem que o possível surgimento da doença possa ser um ato terrorista.

Exportações

A Associação Americana dos produtores de Gado de Corte disse que espera que a suspeita não tenha efeito sobre as exportações de carne, especialmente para mercados como o Japão e a Coréia do Sul.

"Nós continuamos confiantes na qualidade de nosso suprimento de comida", disse Veneman.

Identificado pela primeira vez na Grã-Bretanha em 1986, o mal da vaca louca, nome comumente dado à encefalopatia espongiforme bovina, atingiu 178 mil cabeças no país.

Os produtores de gado de corte do país tiveram um prejuízo de bilhões de dólares devido à necessidade de sacrificar os animais e às restrições à exportação de carne bovina britânica.

Cientistas dizem que a ingestão de carne contaminada levou ao surgimento, em humanos, da variante humana da doença, o mal de Creutzfeld-Jakob.