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Britânicos testam vacina antimalária com sucesso

Cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, devem iniciar no ano que vem testes em seres humanos de uma nova vacina contra a malária.

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira mostrou resultados promissores.

A fórmula da vacina – transportada pelo organismo em um vírus – produziu uma resposta imunológica maior em ratos de laboratório.

Ainda não foi criada nenhuma vacina eficaz contra a doença, que mata milhões de pessoas anualmente em várias partes do mundo.

Só na África, mais de 3 mil crianças morrem de malária por dia, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef (Fundo da ONU para as Crianças, na sigla em inglês), divulgado em abril.

A doença é causada pelo parasita plasmódio, transportado por mosquitos e endêmico em vários países.

Treino prévio

Cientistas esperam prevenir a infecção "treinando previamente" o sistema imunológico para que ele ataque o parasita assim que ele aparecer no fígado.

Para fazer isso, a vacina traz amostras de componentes de uma proteína encontrada no plasmódio.

Isso leva o sistema imunológico a reagir agressivamente quando o parasita entra no corpo trazendo a mesma proteína.

A dificuldade de se criar uma vacina está ligada ao fato de que há vários tipos de plasmódio, com diferenças sutis na proteína.

Para superar esse problema, Eric Prieur e seus colegas envolvidos na pesquisa de Oxford, conseguiram formar um "cordão" com várias proteínas diferentes tiradas tanto da superfície como de outras partes do parasita.