Nosso cérebro responde à nossa sombra como se ela fosse uma parte do corpo, de acordo com um estúdo científico realizados na Grã-Bretanha e na Itália.
Quando vemos algo que, aparentemente, vai "encostar" na nossa sombra, a atividade cerebral sugere que reagimos como se o objeto fosse encostar em nosso próprio corpo.
Os cientistas testaram a velocidade e a precisão da reação de voluntários enquanto os distraía com luzes pisca-pisca.
Eles constataram que erros semelhantes aconteceram quando as luzes piscavam perto da sombra da mão do voluntário ou perto da própria mão.
O cérebro desenvolve um "mapa" interno que o ajuda a definir exatamente onde o corpo está, e que o ajuda a se movimentar no mundo exterior.
Os resultados obtidos pelos pesquisadores do Royal Holloway College em Londres e na Universitá degli Studi di Trento, em Rovereto, na Itália, sugerem que a sombra do corpo pode formar parte desse mapa.
Simon Unger, um psicólogo da Universidade de Guilford, em Surrey, na Grã-Bretanha, disse que um fenômeno semelhante ocorre em outras situações.
"Quando os cegos têm que usar uma bengala branca (tradicionalmente usada para indicar a deficiência visual), eles dizem que sentem como se ela fosse uma extensão dos seus dedos", afirmou Unger.
O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.