A Convenção das Nações Unidas (ONU) para Mudanças Climáticas em Milão terminou sem uma decisão sobre o futuro do Protocolo de Kyoto.
Líderes da União Européia dizem que medidas para conter a emissão de gases poluentes continuarão a ser tomadas nos países que assinaram o Protocolo, mesmo sem a ratificação da Rússia.
A assinatura da Rússia é necessária para que o acordo tenha validade internacional. Para entrar em vigor, o Protocolo de Kyoto precisa ser aprovado por países que respondem por 55% das emissões de gases poluentes.
Mas, com a recusa dos Estados Unidos e da Rússia em ratificar o Protocolo, o documento ainda não foi colocado em prática.
Rússia
Segundo o correspondente da BBC em Milão, continua ambígua a posição do governo russo em relação ao documento.
Andrei Illarionov, assessor do presidente Vladimir Putin, chegou a dizer na convenção que "o Protocolo de Kyoto coloca restrições significativas ao crescimento econômico da Rússia".
Mesmo assim, os países que apóiam o Protocolo acreditam que o resultado final do encontro tenha sido positivo, e que o Protocolo de Kyoto está longe de não dar certo.
O Protocolo de Kyoto foi criado em 1997 para atenuar o aquecimento global e impor restrições às emissões de gases que causam o chamado efeito estufa.