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'Espermatozóide artificial' é criado nos Estados Unidos

Cientistas americanos foram capazes de criar artificialmente espermatozóides que fertilizaram com sucesso óvulos em laboratório.

Acredita-se que o avanço poderá, no futuro, ajudar homens que não são capazes de produzir espermatozóides por meios naturais.

Segundo a versão online da publicação científica Nature, o cientista George Daley, do hospital das criaças de Boston, fez o experimento bem-sucedido usando camundongos.

Ele desenvolveu os espermatozóides a partir de células-tronco - as células embrionárias que ainda não se desenvolveram, dando origem a tecidos específicos.

Processo

Daley extraiu de embriões de camundongos um tipo de célula-tronco que origina células reprodutivas.

Essas células foram então cultivadas por uma semana em laboratório, durante a qual elas se multiplicaram.

Depois, ainda sem se desenvolver a cauda típica de espermatozóides, as células reprodutivas foram injetadas em um óvulo.

O resultado disso foi o surgimento de novos embriões.

O próximo passo das pesquisas será implantar ao menos um desses embriões em uma fêmea para acompanhar seu desenvolvimento.

Terapias

Até o momento, nenhum camundongo nasceu depois de ter sido gerado com técnica de Daley.

De acordo com a analista de assuntos de saúde da BBC Ania Lichtarowicz, a técnica poderá ser usada em uma terapia genética, a fim de modificar espermatozóides e óvulos.

Tal terapias poderiam garantir que as células reprodutivas não apresentem defeitos congênitos antes da fertilização.

Lichtarowicz, no entanto, acredita que o uso da técnica para esse fim pode gerar polêmica, já que tais alterações, sejam elas boas ou más, seriam passadas para os descendentes do bebê.