A saúde de milhões de pessoas será prejudicada se a temperatura mundial continuar a crescer como resultado de mudanças climáticas, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com a organização, o aumento da temperatura ajudará a propagação de doenças que são originadas na água ou que são transmitidas por insetos.
Especialistas afirmam que mesmo o aumento de alguns graus na temperatura poderia expor milhares de pessoas à ameaça da malária.
Além disso, mudanças nos padrões de chuva poderiam prejudicar a agricultura e expor milhares de pessoas à má nutrição.
Malária
A OMS publicou o estudo do provável impacto das mudanças climáticas para coincidir com a Convenção das Nações Unidas (ONU) para Mudanças Climáticas em Milão.
Alguns cientistas acreditam que a temperatura global pode crescer em alguns graus no ano de 2003 como resultado do "efeito estufa" criado pela emissão de gases como o dióxido de carbono na atmosfera.
Um dos efeitos do aumento de temperatura seria a extensão da "temporada" da malária em vários países onde a doença já é endêmica.
A mudança climática também permitiria que o número de mosquitos da malária aumentasse em países onde a doença não é um problema - como algumas nações européias.
Outras doenças propagadas por mosquitos, como a dengue, também poderiam aumentar.
"Há uma crescente evidência de que as mudanças climáticas globais terão efeitos profundos na saúde e no bem-estar dos cidadãos de países de todo o mundo", diz a diretora-geral assistente da OMS, Kerstin Leitner.
Diarréia
Uma das maiores ameaças às crianças no mundo todo é a diarréia, e a expansão dessa doença é mais provável em climas mais quentes e úmidos.
Países como Índia, Bangladesh, Myanmar e Vietnã estão mais sujeitos a sofrer crescimento nos casos de má nutrição devido às mudanças climáticas. Esses países dependem de temporadas favoráveis para o cultivo de arroz.
No entanto, alguns países, como a China, podem até se beneficiar com essas mudanças.
Outros efeitos da mudança da temperatura global seriam a piora da poluição do ar e, consequentemente, de alergias – além da maior incidência de climas extremos, como ondas de calor, enchentes, tempestades e secas.