Cientistas nos Estados Unidos estão desenvolvendo um novo teste para câncer de mama que pode ser muito mais simples e menos traumático do que a biópsia.
O teste seria feito com um escaneamento por ressonância magnética, que mostraria o resultado em minutos.
Atualmente, médicos precisam retirar, com uma agulha, uma parte do tecido da mama de mulheres com suspeita da doença para fazer o diagnóstico.
Os pesquisadores da Universidade de Minnesota, no entanto, estão usando ressonância magnética com espectrocospia para identificar a doença.
Em um artigo no jornal Medical Resonance in Medicine eles dizem que os testes feitos em 105 pacientes indicam que o método é eficiente.
De forma similar ao que é feito com a ressonância magnética por imagem, o método utiliza ondas de rádio para produzir uma imagem do interior do corpo, diferenciando tecidos saudáveis de tecidos cancerosos.
Substância química
A vantagem é que o espectrocóspio mede os níveis de substâncias químicas no organismo, podendo identificar a colina, uma substância associada ao câncer.
"Nós descobrimos que as concentrações de colina são significativamente maiores em tecidos malignos do que nos benignos", afirma o professor Michael Garwood, um dos pesquisadores do novo método.
"O uso de campos magnéticos e da técnica espectroscópica podem produzir uma forma poderosa de diagnosticar o câncer de mama e de monitorar a resposta (da paciente) ao tratamento."
Garwood diz esperar que no futuro a técnica seja usada para evitar "biópsias desnecessárias".
A equipe da Universidade de Minnesota vai agora fazer mais testes para descobrir se o método é tão eficiente quanto a biópsia.
"Quaisquer avanços que permitam diagnósticos precisos de câncer de mama com métodos menos invasivos serão boa notícia para mulheres", disse Michelle Barclay, da organização de combate à doença Breakthrough Breast Cancer.