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Estudos dizem que Oceano Ártico não terá mais gelo no verão

Os verões mais longos estão fazendo com que a capa de gelo do Oceano Ártico desapareça aos poucos, segundo cientistas britânicos. Eles alertam que o derretimento observado nos últimos anos deve continuar, com um eventual desaparecimento de gelo durante os meses de verão.

Essa situação ameaça o habitat dos ursos polares, que precisam da capa de gelo para caçar focas. O derretimento também deve aumentar os efeitos do aquecimento global no hemisfério norte, dizem pesquisadores da University College de Londres e do Centro Hadley de Prognóstico e Investigação do Clima.

O estudo, publicado na revista Nature, é baseado na medição da espessura da capa de gelo feita por dois satélites da Agência Espacial Européia, o ERS-1 e o ERS-2.

A equipe também usou imagens de microondas geradas por um satélite americano.

Verão sem gelo

O líder da pesquisa, Seymour Laxon, disse que os resultados obtidos pelo satélite americano mostram que a duração do verão tem aumentado nos últimos 25 anos.

"Quando comparamos os dados dos dois satélites ficamos surpresos com a similaridade entre as mudanças na espessura da capa de gelo e a duração da temporada de derretimento durante o verão", afirmou.

"Esse resultado sugere que, se essa situação continuar, o derretimento continuará ocorrendo e levará ao desaparecimento do gelo durante o verão polar."

O gelo no Oceano Ártico já diminuiu 40% nos últimos 40 anos, de acordo com resultados de pesquisas submarinas. Futuras perdas de gelo seriam um desastre para os ursos polares, que perderiam seu habitat natural.

O derretimento também traz implicações para o aquecimento global. A luz solar, que deveria ser refletida pelo gelo, passa a ser cada vez mais absorvida pela água, ampliando os efeitos do aquecimento.