Um pequeno verme arredondado pode viver até seis vezes mais do que o normal, se determinados genes e um hormônio forem modificados, segundo uma pesquisa publicada pela revista Science.
Os vermes – Caenorhabditis elegans – tiveram um hormônio metabólico moderado e o sistema reprodutivo removido.
Eles, então, continuaram saudáveis e ativos por um período equivalente a 500 anos nos humanos, que é o tempo de vida mais longo já alcançado pelos cientistas.
Os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, afirmam que os resultados talvez possam ser verdadeiros também em mamíferos.
"Esse tempo de vida é o mais longo já verificado em um organismo. Isso é particularmente intrigante porque a insulina controla o caminho da longevidade em muitas espécies, incluindo os mamíferos", afirmou uma das pesquisadores, Arantes-Oliveira.
Os cientistas descobriram que podem dobrar o tempo de vida dos vermes se eles provocassem uma mutação que reduzia a quantidade de insulina liberada – hormônio metabólico que regula as moléculas de energia.
Eles afirmaram que se a redução fosse ainda mais acentuada, os vermes poderiam viver ainda mais tempo, mas eles entraram em um estado letárgico.
A retirada do sistema reprodutivo dos vermes também teve um efeito dramático – o tempo de vida aumentou em 60%. Isso, segundo o estudo, não foi devido à infertilidade, mas, sim, à alteração hormonal.