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Novo remédio pode combater 'superbactérias'

Cientistas na Finlândia desenvolveram um comprimido que pode ser uma nova arma contra bactérias resistentes.

Segundo os pesquisadores, o medicamento é capaz de destruir antibióticos quando eles atingem a parte mais baixa do estômago. Os antibióticos não podem ser absorvidos quando atingem essa parte do aparelho digestivo, o que pode, às vezes, causar o desenvolvimento de bactérias resistentes a drogas.

De acordo com estudo publicado na revista New Scientist, o comprimido foi eficaz quando testado recentemente em seis voluntários pelo fabricante Ipsat Therapies.

Quando as pessoas ingerem um antibiótico, a maior parte dele passa para a corrente sangüínea a partir da parte superior do estômago. Mas parte do antibiótico chega à parte inferior do estômago, onde não é absorvido.

Lá, ele mata um número incalculável de bactérias, afetando o equilíbrio natural e, com freqüência, causando distúrbios estomacais.

Bactérias

Enquanto o antibiótico permanece na parte inferior do intestino, ele permite que bactérias resistentes proliferem às custas de outros microorganismos.

Isso pode levar pacientes idosos ou debilitados, por exemplo, a sofrer de infecções persistentes, que têm que ser tratadas com outros antibióticos, levando a um aumento da resistência.

Os cientistas da Ipsat Therapies, contudo, acreditam que podem ter descoberto uma forma de resolver o problema.

Eles desenvolveram um comprimido formulado para ser ingerido juntamento com um antibiótico.

O comprimido não se dissolve até que atinja a parte inferior do estômago. Lá, ele destrói qualquer vestígio de antibiótico.

Os resultados dos primeiros testes são promissores e já se planeja realizar novos experimentos.

A empresa acredita que seu medicamento pode combater o aumento de microorganismos resistentes nos países desenvolvidos.

Brian Spatt, estudioso da resistência de micróbios no Imperial College London, disse que o comprimido pode ajudar a reduzir diarréia provocada por antibióticos, particularmente em pacientes idosos.

Segundo ele, o comprimido dificilmente terá um impacto muito grande sobre bactérias resistentes a antibióticos em geral.