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'Coquetel anti-Aids dá sobrevida de dez anos'

Pesquisadores europeus confirmaram com uma série de testes que a grande maioria dos pacientes portadores do vírus HIV que usam ao mais novos tratamentos contra a doença ganham uma sobrevida de pelo menos dez anos.

Testes feitos em vários países europeus mostraram que o índice de mortalidade da Aids caiu em 80% desde 1997, quando os novos tratamentos contra a doença foram introduzidos.

Cientistas britânicos compararam e verificaram os resultados de 22 pesquisas diferentes feitos em vários países da Europa, na Austrália e no Canadá para chegar à conclusão.

Segundo eles, a sobrevida foi verifica em todos os países pesquisados.

“Antes dos medicamentos, apenas cerca de 50% das pessoas infectadas com o vírus viviam dez anos depois do diagnóstico”, disse o médico Kholoud Porter, que comandou os estudos.

De acordo com ele, os outros 50% morriam antes de uma década.

Agora, os cientistas estão convencidos de que quase 100% das pessoas que tomam os medicamentos contra a Aids conseguem viver pelo menos dez anos após o diagnóstico.

Brasil

Para os cientistas, dez anos significa apenas um marco arbitrário, já que muitas das pessoas pesquisadas podem viver muito mais do que isso.

Segundo a UNAIDS, agência da ONU para o combate à Aids, o Brasil tem 240 mil pessoas contaminadas pelo vírus HIV e quase metade delas têm acesso ao tratamento anti-retroviral pelo serviço público de saúde.

A HAART, a Terapia Anti-retroviral Altamente Ativa, conhecida no Brasil como "coquetel", é o método mais avançado de atacar o vírus, apesar de não poder curar a infecção.

Estudos feitos no Brasil já sugeriram resultados semelhantes à pesquisa européia.

Os resultados do trabalho na Europa foram apresentados na publicação especializada Lancet.