Um cientista britânico e outro americano dividiram o Prêmio Nobel de Medicina deste ano.
Eles desenvolveram os exames de ressonância magnética, que permitem enxergar órgãos internos do corpo e tecidos.
Sir Peter Mansfield é da Universidade de Nottingham, do norte da Inglaterra.
O pesquisador Paul Lauterbur faz suas pesquisas nos Estados Unidos.
Avanço
O sistema matemático para decifrar sinais magnéticos do corpo permitiu que os exames de ressonância se tornassem rotina em hospitais do mundo inteiro.
Mais de 60 milhões de exames usando o sistema são feitas a cada ano.
Ele é uma alternativa aos exames de raio-x, que geralmente produzem uma imagem menos definida.
Enquanto médicos temiam expor pacientes à radiação do raio-x com freqüência, o exame de ressonância magnética se mostrou inofensivo.
Os primeiros exames desse tipo ocorreram em 1980 e há aproximadamente 22 mil máquinas trabalhando em diversos países.
A técnica é particularmente útil para observar com detalhes imagens do cérebro e da espinha dorsal, apesar de qualquer parte do corpo poder ser observada com muitos detalhes.
O método consiste em avaliar o conteúdo aquoso de cada tecido checado.
Diferentes tipos de tecidos dentro de órgãos, inclusive células cancerígenas, têm quantidades diferentes de água.
A água é composta de átomos de hidrogênio e oxigênio – e, quando expostos a um forte campo magnético, os átomos de hidrogênio se mantém alinhados em uma direção específica.
A curta pulsação da energia enviada através do tecido "bate" no núcleo desses átomos fora de alinhamento, mas quando a pulsação termina, eles voltam a seus lugares.
Durante este "realinhamento", ondas de rádio são emitidas. Isso é capturado e medido, o que permite aos computadores determinar o conteúdo de água de cada seção do tecido analisado e criar uma imagem a partir dessa informação.