O homem mais rico do mundo, Bill Gates, dono da Microsoft, anunciou neste domingo que vai doar US$ 168 milhões para financiar pesquisa sobre a malária.
Gates fez o anúncio durante uma visita, com a mulher, Melinda, a um centro de tratamento e pesquisa em Moçambique.
A doença mata cerca de um milhão de pessoas por ano, a maioria na África.
Parte dos do dinheiro será gasto no que os cientistas dizem ser um novo tratamento preventivo promissor, em que bebês recebem medicamentos contra a malária durante o primeiro ano de vida.
Resistência
O número de pessoas que morrem da doença vem aumentando por causa da resistência que o microorganismo que provoca a malária vem apresentando a medicamentos já existentes no mercado.
A malária está presente em 90 países e infecta uma a cada dez pessoas no mundo, ficando atrás apenas da tuberculose em seu impacto sobre a saúde pública.
Especialistas dizem que a malária responde por 40% dos gastos com saúde pública na África.
O correspondente da BBC em Joanesburgo, na África do Sul, Barnaby Phillips, disse que a pandemia de Aids atraiu boa parte da atenção internacional, mas a ameaça da malária vem crescendo.
Depois de anos de trabalho para controlar a doença, o número de pessoas que morrem de malária atualmente é maior do que há trinta anos e a doença se espalhou para outros países.
O centro de pesquisa visitado por ates fica em Manhica, um vilarejo rural a 80 quilômetros ao norte da capital moçambicana, Maputo.
Gates, cuja fortuna foi estimada recentemente em US$ 46 bilhões, está na África para visitar projetos financiados por sua fundação.