Uma das maiores empresas de comunicações da Grã-Bretanha, a Phones 4U, baixou, nesta semana, uma proibição total do uso de e-mails por seus funcionários.
O presidente da Phones 4U, John Caudwell, disse ter tomado a decisão porque o uso de e-mails estava "distraindo" os seus 2,5 mil empregados do trabalho.
Para Caudwell, havia gente demais mandando mensagens eletrônicas em vez de usar o telefone ou andar distâncias mínimas para conversar.
O presidente da empresa acredita que a proibição, que entrou em vigor no início da semana, já teve um efeito positivo.
Caudwell espera poupar nada menos que US$ 1,5 milhão (R$ 4,3 milhões) em tempo de trabalho dos funcionários.
Risco?
Para alguns pesquisadores, no entanto, a Phones 4U pode estar correndo o risco de traumatizar os seus funcionários.
Um estudo da empresa Veritas indica que para os "micreiros" – pessoas viciadas em tecnologia – uma semana sem acesso ao e-mail é uma experiência mais traumática do que um divórcio ou uma mudança de casa.
No entanto, em várias empresas, o uso indevido de e-mails é que acabou em trauma, ou melhor, demissão.
Na Hewlett-Packard britânica, por exemplo, duas pessoas foram mandadas embora e outras 150 foram suspensas por abusar das mensagens eletrônicas.
Na seguradora Royal and Sun Alliance, dez perderam os empregos e mais 75 foram suspensos por causa do conteúdo erótico de algumas das mensagens que eles trocaram.
Apesar disso tudo, a forma de comunicação hoje é tão vital para as empresas que a maioria das pessoas começa a ficar irritada após apenas meia hora de abstinência de e-mails.
"O e-mail se transformou em muito mais que uma ferramenta de comunicação, o que cria uma grande responsabilidade para as empresas garantirem o funcionamento do sistema sempre", explicou Mark Bregman, da Veritas.