Marte e Terra chegam nesta quarta-feira ao seu ponto mais próximo em quase 60 mil anos.
Os planetas estão a "apenas" 56 milhões de km de distância, praticamente a distância mínima possível entre os dois astros.
Por várias semanas, Marte tem sido visível a olho nu. Ele tem o formato de um pequeno disco brilhante de cor alaranjada.
Agora, visto da Terra à noite, o planeta tem mais brilho do que todos os outros corpos celestes, a exceção da Lua e do planeta Vênus.
Detalhes
O evento está sendo comemorado por astrônomos profissionais e amadores, que conseguem observar detalhes do planeta vermelho, como a sua camada de gelo polar, usando apenas pequenos telescópios.
O planeta pode ser observado de qualquer ponto na Terra, mas quem mora em baixas altitudes (perto do mar, por exemplo) terá uma visão privilegiada.
Mesmo quem não conseguir ver o planeta nesta quarta-feira, não precisa se desesperar, pois ele deverá continuar visível a olho nu por pelo menos algumas semanas.
A aproximação entre a Terra e Marte se explica pelas órbitas dos dois planetas.
Elipse
A Terra tem uma órbita levemente elíptica, quase circular. Marte tem uma órbita bastante elíptica. Com isso, o planeta vermelho fica às vezes mais próximo e às vezes mais longe da órbita da Terra.
Além disso, os planetas têm períodos de translação diferentes (1 ano no caso da Terra; 2,11 anos, no caso de Marte), o que faz com que eles estejam em pontos diferentes das suas órbitas no mesmo momento.
Segundo cálculos de astrônomos, a última vez que Marte esteve tão próximo da Terra foi no dia 12 de setembro de 57.617 a.C., quando os homens de Neanderthal ainda povoavam o planeta.
Agências espaciais do mundo todo estão aproveitando o momento para lançar sondas espaciais para o planeta vermelho.
Quatro delas já estão a caminho de Marte: duas americanas, uma européia e uma japonesa.