Especialistas em fertilidade, que se preparam para comemorar o 25º aniversário do primeiro bebê de proveta, dizem que, um dia, todos poderão ter filhos.
Médicos importantes da área, reunidos para uma conferência para marcar o aniversário, em Londres, disseram que avanços científicos podem fazer com que todos os problemas de infertilidade sejam resolvidos no futuro.
Atualmente, a maioria dos homens e mulheres com problemas de fertilidade já têm chances de se tornar pais, usando técnicas desenvolvidas nos últimos 30 anos.
Entretanto, há algumas pessoas – como por exemplo aqueles que não podem produzir seus próprios óvulos ou esperma, e não os têm armazenados – que os médicos não podem ajudar.
Reconstrução
O professor Alan Trounson, de uma das mais importantes clínicas de pesquisa do mundo, na Austrália, disse que progressos estão sendo feitos em direção a uma solução.
"Tenho certeza de que, no longo prazo, poderemos ajudar a todos", disse ele.
"No futuro, poderemos reconstruir óvulos e esperma a partir de células. Isso é teoricamente possível".
O professor Trounson disse, no entanto, que a descoberta ainda não é iminente, prevendo que pelo menos uma década de pesquisa antes que óvulos e esperma sejam reconstruídos.
Ele disse que muito mais pesquisas envolvendo "células-tronco" retiradas de embriões seriam necessárias para chegar a esse ponto.
Alguns experimentos com ratos já estão em andamento no momento, com sucesso limitado até agora, embora especialistas digam que já se entende muito mais sobre como óvulos e esperma são construídos.
Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, Louise Brown, em 25 de julho de 1978, cerca de 1 milhão de bebês de proveta já nasceram em todo o mundo.
O professor Robert Edwards, de 77 anos, que juntamente com Patrick Steptoe comandou a equipe que "produziu" Louise, disse que o nascimento da menina marcou a entrada da ciência de maneira decisiva na área da concepção humana.