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Foca-leopardo mata cientista britânica na Antártida

Uma bióloga marinha britânica morreu afogada na Antártida depois de ter sido arrastada para o fundo do mar por uma foca-leopardo.

A foca-leopardo é a maior das focas que vivem na Antártida, pode medir mais de 3 metros e pesar mais de 500 kg. Essas focas não costumam atacar humanos, a não ser que sejam provocadas.

Kirsty Brown, de 28 anos, estava praticando snorkeling (mergulho livre sem o uso de tanque de oxigênio) nas águas próximas à Estação de Pesquisa Rothera, base britânica no continente gelado, quando foi atacada.

Seus colegas que assistiram à cena conseguiram resgatar o corpo usando um barco, mas não conseguiram ressucitar a cientista, mesmo depois de uma hora de tentativas.

Investigação

O BAS (sigla em inglês de Serviço Antártico Britânico), órgão do governo para o qual a cientista trabalhava há mais de um ano e que controla a estação de pesquisa, está investigando o caso.

Um porta-voz da instituição disse que nada do tipo tinha acontecido em 30 anos na região.

O diretor do BAS, Chris Rapley, disse que estava "chocado" com a notícia. "Kirsty era dinâmica, comprometida com a sua ciência e com uma promissora carreira à sua frente."

Kirsty Brown, formada em duas faculdades, estudava o impacto de mudanças em icebergs na fauna marinha próxima ao litoral antártico. Ela também era uma mergulhadora certificada e experiente.