As duas irmãs gêmeas iranianas siamesas que enfrentavam uma operação para separação, em Cingapura, morreram nesta terça-feira, segundo fontes do hospital onde o procedimento era realizado.
Ladan e Laleh Bijani morreram por causa de complicações no processo de separação de seus cérebros.
Durante a operação, os médicos haviam descoberto que os cérebros das siamesas se tornaram estreitamente fundidos com o passar dos 29 anos de idade.
Uma equipe de 28 médicos e cem assistentes esteve envolvida em toda a operação.
Riscos
As siamesas, que ficaram conhecidas mundialmente, tinham seus crânios e parte dos cérebros ligados.
De acordo com os médicos, os cérebros estavam muito conectados – mais do que o esperado inicialmente – e, para separá-los, eles tiveram que cortar muitos tecidos e vasos sangüíneos.
Uma das principais complicações da operação se deveu ao fato de que as gêmeas compartilhavam seu sangue.
Antes da operação, as irmãs haviam sido informadas que tinham 50% de chances de sobreviver e concordaram com o risco.
A cirurgia foi a primeira tentativa de separar adultos siameses unidos pelo crânio.
Médicos alemães recusaram a operação em 1996, dizendo que os riscos eram muito grandes.
Keith Goh, chefe dos cirurgiões, disse que pensou na qualidade de vida das duas quando assumiu o risco de fazer o trabalho.