As principais empresas da indústria fonográfica americana estão iniciando, nesta quinta-feira, um esforço para identificar as pessoas que baixam músicas por meio da internet, a fim de processá-las.
A Associação da Indústria Fonográfica Americana (RIAA, na sigla em inglês) anunciou que vai coletar informações a respeito das pessoas que distribuem ilegalmente as músicas usando softwares baixados da rede mundial de computadores, para compartilhamento de arquivos de áudio e vídeo.
A RIAA disse que o sucesso desses sites tem feito diminuir de forma significativa a venda não só de CDs de música, mas também de filmes.
O presidente da Associação, Cary Sherman, disse que os usuários mais assíduos desses sites irão receber uma advertência para que parem de fazer o que estão fazendo ou estejam preparados para enfrentar um processo na Justiça.
Napster
“Nós vamos começar a averigüar os nomes e preparar as ações judiciais contra os usuários dessas redes de compartilhamento de arquivos que estão ilegalmente disponibilizando um número substancial de arquivos de música a milhões de outros usuários.”
Esses usuários compartilham um número estimado de 2,6 bilhões de músicas, filmes e outros tipos de bens sujeitos às leis de direito autoral sem pagar o que deveriam por eles, de acordo com a legislação.
Há dois anos, a RIAA conseguiu provocar o fechamento do Napster, o mais popular site de compartilhamento de arquivos, mas desde então outros surgiram e se tornaram populares.
Sherman disse que espera que os primeiros processos, pedindo indenizações de US$ 150 mil dólares por cada violação na lei de direitos autorais, comecem a ser apresentados à Justiça em no máximo oito semanas.
O presidente do Grokster, um dos sites que estão na mira da RIAA, disse que a decisão pode ser prejudicial às próprias gravadoras.
“Se elas (as gravadoras) começarem a processar todos os seus consumidores, eles provavelmente não vão ficar com um gosto muito bom na boca”, disse Wayne Rosso. “Elas (as gravadoras) estão fora de si.”