Por que tantos cubanos estão pedindo refúgio no Brasil — e como redes clandestinas se aproveitam desse fluxo

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Por que tantos cubanos estão pedindo refúgio no Brasil — e como redes clandestinas se aproveitam desse fluxo
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Os cubanos ultrapassaram os venezuelanos e se tornaram os estrangeiros com o maior número de pedidos de refúgio no Brasil. Em 2025, foram cerca de 42 mil solicitações de cidadãos da ilha — quase 20 mil a mais do que as registradas por venezuelanos.

Nos quatro primeiros meses deste ano, já são mais de 13 mil pedidos.

O aumento da chegada de cubanos ao Brasil coincide com o endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos após a volta de Donald Trump à Presidência, e reflete o fechamento de um importante corredor migratório na América Central.

O recorde também ocorre em meio à grave crise econômica em Cuba e ao colapso do sistema elétrico do país, que provoca apagões frequentes.

Para chegar ao Brasil, porém, muitos cubanos enfrentam jornadas exaustivas. Em viagens que podem durar mais de 20 horas em veículos superlotados, eles pagam até US$ 10 mil a coiotes que providenciam os transportes entre Havana e Boa Vista, em Roraima, incluindo travessias de barco pelo rio Tacutu.

São caminhos que expõem migrantes a diferentes riscos, desde condições precárias de transporte até a atuação de redes clandestinas.

Mas toda essa saga muitas vezes é desnecessária. Pela legislação brasileira, estrangeiros podem solicitar refúgio legalmente ao chegar à fronteira do país.

Foi o que o cubano Evelio Vazquez descobriu depois de concluir a viagem. Em entrevista ao repórter Vitor Tavares, ele conta como foi o percurso até o Brasil.

Assista ao vídeo e veja um trecho da conversa. Leia também a reportagem completa em texto.