EUA lançam novos ataques contra o Irã após Trump ameaçar 'atingir o país com força'

Crédito, Getty Images
- Author, Harry Sekulich
- Published
- Tempo de leitura: 3 min
O exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra o Irã após o presidente Donald Trump afirmar, nesta quarta-feira (11/6), que as forças norte-americanas iriam atingir o país "com força", alegando que Teerã tem levado "tempo demais para fechar um acordo" para encerrar a guerra.
O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que iniciou "bombardeios adicionais de autodefesa" contra "múltiplos alvos no Irã" na tarde desta quarta.
A nota acrescentou: "Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã".
Dois navios no Estreito de Ormuz foram atingidos pela marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã, pouco depois de o comando militar do país afirmar que embarcações seriam 'alvo' na região, segundo relatos da mídia estatal.
Ambos os lados têm atingido alvos militares e de vigilância ao longo da semana, em uma escalada significativa de ataques e retaliações.
Explosões também foram ouvidas na ilha de Qeshm, no Golfo, além de várias outras cidades, incluindo Bandar Abbas e Sirik.
Em resposta aos ataques dos EUA, o alto comando militar iraniano alertou que todas as embarcações — incluindo petroleiros e navios comerciais — que transitarem pelo Estreito de Ormuz poderiam ser atacadas.
Pouco depois, a marinha do IRGC, que patrulha o estreito, afirmou ter atingido dois petroleiros que tentavam o que chamou de "passagem ilegal".
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo global
Este foi o segundo dia consecutivo de troca de ataques entre os dois países.
Na terça-feira (9/6) um helicóptero americano foi derrubado sobre o Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos acusaram o Irã de ser responsável pelo ataque e iniciaram bombardeios contra o país.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) respondeu atacando bases dos EUA em todo o Oriente Médio.

Crédito, EPA
Horas antes do ataque desta quarta, Trump havia alertado: "Nós os atingimos com força ontem e vamos atingi-los com força novamente hoje."
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que líderes iranianos têm "levado tempo demais para negociar um acordo", enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de "prejudicar o processo diplomático com mensagens contraditórias".
Em resposta às declarações de Trump, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o Irã "permanecerá firme diante de qualquer pressão ou ameaça".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou posteriormente que bombas iriam "atingir instalações-chave no Irã".
Hegseth disse que o Irã teve uma chance de fechar um acordo, mas não a aproveitou, e que Trump havia dito que o país seria atacado novamente caso não houvesse um acordo de paz.
Em abril, EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo que inicialmente deveria durar duas semanas. Desde então, ambos os lados têm trocado ataques esporádicos, sem retornar a hostilidades em grande escala.
No entanto, as recentes tentativas de mediação entre Washington e Teerã estão paralisadas, e os ataques têm se intensificado.
Os esforços diplomáticos entre os dois países vêm sendo marcados por sucessivos impasses, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Diplomatas têm alertado que a falta de confiança mútua continua sendo um dos principais obstáculos para qualquer acordo duradouro, enquanto episódios de escalada militar na região reduzem ainda mais o espaço para negociações.

























