Kim Kataguiri: 'Quem ganha 600 mil por ano não é super-rico'

Legenda do vídeo, Aprovação do novo Imposto de Renda, que eleva isenção e taxa super-ricos, deve ser aprovada nesta quarta-feira (5/11) no Senado
Kim Kataguiri: 'Quem ganha 600 mil por ano não é super-rico'
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Nesta quarta-feira (5/11), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

A proposta agora será analisada no plenário da Casa e a expectativa é que, ainda nesta quarta, receba o aval dos senadores para entrar em vigor no próximo ano.

Se o texto for aprovado, brasileiros ricos também serão mais tributados, principalmente milionários.

Em entrevista à BBC News Brasil, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) comentou o plano do governo federal de aumentar a taxação dos super-ricos no Brasil.

"Na realidade, o pobre deveria pagar menos na tributação sobre o consumo, e o rico não deveria pagar mais, necessariamente", afirmou.

Para Kataguiri, "'quem ganha a partir de R$ 600 por ano não é super-rico".

O deputado citou o exemplos de médicos e advogados de classe média-alta, que, na avaliação dele, não deveriam pagar mais do que pagam hoje no imposto de renda.

Caso a proposta seja aprovada no Senado, o imposto mínimo para ricos terá uma alíquota progressiva, que começará em zero para os que ganham até R$ 50 mil ao mês (R$ 600 mil ao ano) e chegará ao patamar máximo, de 10%, para os que ganham acima de R$ 100 mil ao mês (R$ 1,2 milhão ao ano).

Segundo estimativas do economista Sergio Gobetti, pesquisador do Ipea, os principais afetados serão os milionários, pois pessoas com renda acima de R$ 600 mil ao ano e abaixo de R$ 1 milhão, já pagam, em média, mais que a alíquota mínima a ser criada.

De acordo com o Ministério da Fazenda, apenas 141,4 mil contribuintes terão aumento de alíquota para atingir o patamar mínimo, de 10%.

Esses contribuintes pagam atualmente uma alíquota efetiva média de apenas 2,54%.

Assista no vídeo a um trecho da entrevista de Kataguiri.